Porque não se descreve a arte: reflexões a propósito de uma pesquisa sobre o Grupo Netos de Bandim

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Catarina do Carmo Müller
António Ângelo Vasconcelos
https://orcid.org/0000-0002-1888-310X

Resumo

As artes performativas apresentam-se como uma das dimensões relevantes não só na cocontrução de identidades como também nos modos como as comunidades se revelam e como mobilizam as práticas artísticas para diferentes processos de inclusão social e cultural. Neste contexto, o artigo apresenta uma reflexão a partir da dissertação intitulado “Bandim- A Cultura em Movimento”, realizado no âmbito do Mestrado “Educação, Práticas Artísticas e Inclusão”, da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal. Num estilo que se aproxima a um ensaio, o texto relata a experiência empírica, fruto da pesquisa realizada, no quadro da relação entre as artes cénicas, a educação e o desenvolvimento social na Guiné-Bissau. Partindo do ponto de vista da arte, as suas características e fundamentos, o objeto de estudo revela-se no panorama da palavra Cultura. A aprendizagem enquanto experiência comunitária abre novas formas de construir conhecimento, que são esculpidas ao longo do percurso do texto. Este artigo utiliza as Artes e a pesquisa baseada nas artes como ferramenta de campo, estudo e de valor académico.  Descreve um processo de trabalho com recurso a metáforas que procurem, nas entrelinhas, formas criativas de recriar métodos de elaborar estudos académicos, com foco na descolonização, democratização e acessibilidade ao conhecimento.

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Como Citar
Müller, C. do C. ., & Vasconcelos, A. Ângelo. (2026). Porque não se descreve a arte: reflexões a propósito de uma pesquisa sobre o Grupo Netos de Bandim. Medi@ções, 14(1), 51–70. Obtido de https://mediacoes.ese.ips.pt/index.php/mediacoesonline/article/view/499
Secção
Dossier