Direito à memória e antirracismo: reivindicar o movimento negro de 1911-1933

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Pedro Varela
http://orcid.org/0000-0002-7332-8635

Resumo

Este artigo foca-se na disputa de narrativas históricas pelo direito à memória e seu importante papel na luta antirracista. Partindo do silenciamento da presença negra em Portugal, o texto foca-se na geração pan-africanista de 1911-1933 que lutou contra o racismo no país, utilizando a experiência de uma exposição realizada sobre o tema. Tendo em conta a longa tradição antirracista no país, o artigo questiona as narrativas históricas dominantes promovidas pela cultura hegemónica, currículos e manuais escolares, que mantêm ideias lusotropicalistas, eurocêntricas que perpetuam o racismo. Estas falsas narrativas fomentam desigualdades étnico-raciais no presente e para o futuro. Propõe-se assim que a Escola e a sociedade em geral tenham um papel ativo na criação de contra-narrativas que possibilitem uma maior igualdade.

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Como Citar
Varela, P. (2019). Direito à memória e antirracismo: reivindicar o movimento negro de 1911-1933. Medi@ções, 7(2), 86–98. Obtido de https://mediacoes.ese.ips.pt/index.php/mediacoesonline/article/view/230
Secção
Dossier
Biografia Autor

Pedro Varela, Centro de Estudos Sociais - Universidade de Coimbra

Investigador júnior do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e doutorando em Direitos Humanos. Realiza pesquisa sobre racismo, antirracismo e práticas artísticas. Investigador do projeto do CES-UC "COMBAT: O combate ao racismo em Portugal: uma análise de políticas públicas e legislação antidiscriminação".