Direito à memória e antirracismo: reivindicar o movimento negro de 1911-1933

Pedro Varela

Resumo


Este artigo foca-se na disputa de narrativas históricas pelo direito à memória e seu importante papel na luta antirracista. Partindo do silenciamento da presença negra em Portugal, o texto foca-se na geração pan-africanista de 1911-1933 que lutou contra o racismo no país, utilizando a experiência de uma exposição realizada sobre o tema. Tendo em conta a longa tradição antirracista no país, o artigo questiona as narrativas históricas dominantes promovidas pela cultura hegemónica, currículos e manuais escolares, que mantêm ideias lusotropicalistas, eurocêntricas que perpetuam o racismo. Estas falsas narrativas fomentam desigualdades étnico-raciais no presente e para o futuro. Propõe-se assim que a Escola e a sociedade em geral tenham um papel ativo na criação de contra-narrativas que possibilitem uma maior igualdade.

Texto Completo:

PDF


Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.



Medi@ções
Revista Online da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal
ISSN: 1647-3078

http://mediacoes.ese.ips.pt

mediacoes@ese.ips.pt

Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal | Campus do IPS | Estefanilha | 2914-504 Setúbal | Portugal


Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.