Direito à memória e antirracismo: reivindicar o movimento negro de 1911-1933
Resumo
Este artigo foca-se na disputa de narrativas históricas pelo direito à memória e seu importante papel na luta antirracista. Partindo do silenciamento da presença negra em Portugal, o texto foca-se na geração pan-africanista de 1911-1933 que lutou contra o racismo no país, utilizando a experiência de uma exposição realizada sobre o tema. Tendo em conta a longa tradição antirracista no país, o artigo questiona as narrativas históricas dominantes promovidas pela cultura hegemónica, currículos e manuais escolares, que mantêm ideias lusotropicalistas, eurocêntricas que perpetuam o racismo. Estas falsas narrativas fomentam desigualdades étnico-raciais no presente e para o futuro. Propõe-se assim que a Escola e a sociedade em geral tenham um papel ativo na criação de contra-narrativas que possibilitem uma maior igualdade.
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| Medi@ções Revista Online da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal ISSN: 1647-3078 |
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