Políticas e Culturas no 1.º Ciclo do Ensino Básico para o Desenvolvimento de Processos de Avaliação Inclusiva

Joaquim Coloa, Leonor Santos

Resumo


O presente artigo apresenta parte de uma investigação sobre a avaliação dos alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE), desenvolvida numa escola do 1.º Ciclo do Ensino Básico em Lisboa. Foi nosso objetivo compreender que traços caraterizam as políticas e culturas relativamente ao desenvolvimento de processos de avaliação inclusiva. Para responder a esta questão recorremos a uma abordagem metodológica de cunho interpretativo. No levantamento de dados recorremos à recolha documental, à entrevista semiestruturada e à observação. A denominação de avaliação inclusiva remete-nos para uma perspetiva de avaliação universal, processos de avaliação para as aprendizagens que, embora diversos e diversifica-dos, são dispositivos que integram os processos de ensino e de aprendizagem de todos os alunos. Pressuposto que se realiza com base numa visão estratégica clara e criadora de sinergias realizadoras de uma cultura identitária e potenciadora da perspetiva de avaliação inclusiva. Da análise dos dados realiza-se que existe tensão e incongruência entre o prescrito e o apropriado. As diversas narrativas dão-nos conta de contradições e frágil visão estratégica relativamente à implementação de políticas e construção de culturas potenciadoras do desenvolvimento de processos de avaliação inclusiva.

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